O valor do silêncio para um serviço de valor!

  • Você já esteve num hospital barulhento?
  • O que você acha de uma biblioteca onde tem uma porção de gente falando?
  • Como você se sentiria se estivesse num velório em que os funcionários da empresa discutem acaloradamente, na sala do lado?

Existem ambientes onde o silêncio é imperativo. Porém, em outras situações, o silêncio é sinal de respeito, educação, e porque não dizer, requinte.

Pense bem.

Procure se lembrar de uma dama, uma “lady“. Lembre-se do comportamento dela, de como ela anda, como fala, como escuta, como expõe seus argumentos, mesmo em situações de opiniões distintas.

Uma dama costuma ser silenciosa, ou estabanada?

Pense em um homem, um cavalheiro, um verdadeiro “gentleman“. Lembre-se do comportamento dele, de como ele anda, como fala, como escuta, como expõe seus argumentos, mesmo em situações de opiniões distintas.

Um cavalheiro costuma ser silencioso, ou um palhaço saltitante e gritante?

Espero que você tenha feito a opção do silêncio. Como diz o ditado,

falar vale prata, calar vale ouro!

Porém, nem sempre o silêncio significa a melhor opção.

  • Enquanto no teatro, o silêncio é que combina, num animado comício político o barulho predomina;
  • Enquanto num show de João Gilberto o barulho do ar condicionado atrapalha o artista, num show de axé, o volume do som faz todo mundo querer ir pra pista;
  • Se num jogo de tênis a plateia, ao falar, desconcentra os jogadores, numa partida de vôlei, o grito da torcida complementa a atuação dos jogadores;
  • Num motel o silêncio compõe o elemento privacidade do cliente, no hotel de recreação, a agitação dos animadores é parte da experiência envolvente;
  • Ao ouvir uma apresentação de fado, permaneça calado; num show de rock, grite, pule, permaneça lado a lado!

Mas não dá …

  • para ficar gritando num corredor de hospital;
  • para discutir com colegas na sala ao lado de um funeral;
  • … para entrar numa sala de aula atrasado, e a título de ser educado, cumprimentar a todos atrapalhando professor e alunos;
  • montar um grupo de discussão na sala de leitura da biblioteca.

E daí, fazer o que?

Deixo aqui deixar quatro recomendações.

  1. Se o seu negócio é do barulho, esqueça o que você leu antes;  agite e grite, emudeça seus clientes e os ensurdeça com o seu som,
  2. Se o seu negócio não é do barulho, avalie como as instalações de seu negócio, sua equipe e você mesmo, seus aparelhos de som e tv nas salas de espera, têm atuado no sentido de proporcionar o necessário silêncio, como parte de um serviço adequado e focado no cliente.
  3. Se você é prestador de serviço, reflita sobre como você tem agido de forma silenciosa e respeitosa para com seus clientes e colegas de trabalho;
  4. Se você é cliente de serviços, reflita sobre como você tem agido de forma a não atrapalhar o prestador de serviço, e mesmo outros clientes, com suas ligações no celular em alto e exagerado tom, com seus equipamentos de som ligados no maior volume – ou mesmo sua fala ao fazer solicitações e perguntas a alguém.

Como cantaram Sá e Guarabyra, “cartas, cartões postais, recados, vem de longe para me dizer, que hoje em dia o silêncio é de ouro”.