Como não ser antiquado!

Por que ler este artigo

Um dos grandes desafios na vida empresarial é de construir e manter empresas duradouras, que ultrapassem algumas gerações, e não tendam a deixarem de existir com a saída de seus fundadores.

No artigo d e hoje trago algumas reflexões para você, que tem preocupação em construir uma empresa que se mantenha viva e ativa, independente do tempo de existência.

Assim, coloco algumas questões:

  • Por que tantas empresas antigas fecham?
  • Será que “ser antigo” na vida empresarial significa perda de capacidade de sobrevivência, como na vida pessoal?
  • Por que alguns fundadores conseguem manter seu negócio por um tempo longo?
  • E, acima de tudo. como não se tornar uma empresa antiquada, mesmo sendo antiga?

Como não se tornar uma empresa ou organização antiquada, mesmo sendo antiga?

Ser antigo não implica ser antiquado!

Com frequência recebo indagações sobre os motivos que contribuem para empresas antigas perderem competitividade, vindo a reduzir de tamanho ou mesmo fechar.

Outro dia chamei, num debate sobre o tema, atenção de um grupo de executivos sobre a diferença entre ser antigo e ser antiquado, que reproduzo aqui.

Empresa antiga é aquela que já existe e opera há mais de 30, 50 anos podendo ter os mesmos gestores da sua fundação; empresa antiquada é aquela que continua com os mesmos hábitos de seu início, sem dar atenção ao cliente, demorando em dar respostas ao mercado

Empresa antiquada costuma tomar decisões baseando-se no passado, o que deu certo ontem; empresa antiga costuma olhar para a frente, e decidir baseado no futuro, o que poderá dar certo amanhã. O que trouxe a empresa até o sucesso atual pode não ser suficiente para o sucesso de amanhã;

Empresa antiquada pertence ao dono, e vive para o dono – todos na empresa trabalham para fazer o que o dono manda; empresa antiga pertence ao dono, mas vive para o cliente, pelo cliente, e do cliente;

Empresa antiquada quando produtos e serviços de excelente qualidade, cobra caro por isto, pois acha isto elegante; empresa antiga quando produtos e serviços de excelente qualidade, pois sabe que os produtos devem ser, cada vez mais, simples e de preço justo, pois sabe que este é o moderno conceito de elegância;

Empresa antiquada tem muito conhecimento sobre tudo relacionado a seu ramo de atuação, não precisando de aprender com ninguém; empresa antiga conhece seu ramo, produtos, tecnologia, mas tem a capacidade de aprender, com quem quer que seja, e inovar produtos serviços e processos, e, sobretudo, estilo de gestão;

Empresa antiquada vive para servir ao dono; empresa antiga existe para servir ao cliente, à comunidade, enfim, às pessoas que a rodeiam e por suas atividades são beneficiadas;

Você é antiquado?

Por isso, trago algumas reflexões sobre o assunto:

  • SUA EMPRESA está mais para antiga ou para antiquada?
  • VOCÊ, como profissional ou gestor, está mais para o antigo ou para o antiquado?
  • Se as respostas acima coincidirem, você está no lugar certo. Se forem diferentes, vale a pena pensar no que fazer. Mas tome cuidado: ser antiquado n±ao é boa coisa!

Acrescento algumas outras questões:

  • As pessoas que convivem ou trabalham com você, com mais tempo de casa, em grande parte parecem antigas ou antiquadas?
  • Você se sente muito diferente delas? Se você está com elas, convive com elas, trabalha com elas, você é muito diferente delas?
  • É possível não ser antiquado convivendo com gente antiquada?
  • É possível não ser antiquado trabalhando numa empresa antiquada?

É possível não ser antiquado convivendo num ambiente antiquado?

O que torna alguém antiquado?

Algumas questões se colocam, nesse sentido:

O que faz uma empresa se tornar antiquada? O que você acha do futuro de uma empresa com produtos e serviços antiquados? E práticas gerenciais antiquadas? O que trouxe sua empresa até a condição em que ela está hoje é suficiente para garantir o futuro com crescimento?

Eis algumas razões que tornam uma pessoa ou empresa antiquada:

  • Perda da capacidade de se atualizar
  • Falta de inovação em práticas de gestão e operação, produtos e serviços.
  • Apego a velhas e ultrapassadas maneiras de fazer as coisas
  • Avanço da idade de fundadores e gestores sem que se preocupem em adotar conceitos e princípios de gestão, liderança e fazer as coisas e viver.

E porque não dizer, desmotivação em se manter vivo e ativo!

É preciso ser uma metamorfose ambulante!

Está gostando desse artigo? Então clique aqui para acessar outros materiais

Os 7 passos para não ser antiquado

A base do que aqui proponho tem a ver com você, empresário, refletir sobre o futuro de sua empresa. O que você fez no passado, foi bom e importante para trazer sua empresa até o posto em que ela está, que, espero, seja uma situação boa. Mas, talvez não seja o que você pode fazer de melhor para sustentar o futuro da organização.

Assim, enumero os Sete passos para deixar de ser antiquado:

  1. Pergunte a seus clientes mais antigos, o que eles sempre viram de melhor nos produtos e serviços oferecidos por sua empresa. E peça-lhes para, honestamente, fazer um comparativo com os produtos e serviços mais lançados recentemente. Se sua empresa tiver lançado pelo menos 20% do portfólio de produtos nos últimos 12 meses, nem pergunte a seus clientes. Faça a lição de casa primeiro.
  2. Pergunte aos clientes que vem reduzindo o volume de negócios com vocês ultimamente, o que eles têm sentido falta, sobretudo em seus produtos e serviços fornecidos possua empresa, e analise se as respostas podem estar afetando esta redução faturamento.
  3. Pergunte a seus clientes mais recentes o que os fez iniciar negócios com sua empresa. Caso existam clientes novos que tem aumentado o volume de compras ou contratações de sua empresa, pergunte-lhes o que eles mais apreciam nos seus produtos e serviços. Caso sua empresa não tenha conquistado novos clientes novos recentemente, faça a lição de casa, em primeiro lugar.
  4. Pergunte para seus filhos que práticas gerenciais adotadas por sua empresa eles mudariam, caso assumissem o seu lugar. Eles poderão relacionar algumas atividades que você pratica hoje, e que, a médio ou longo prazo, poderão não ser tão compatíveis com o futuro. Se a lista for um pouco extensa, sugiro que você reflita, urgente, sobre se sua empresa, sendo administrada como vem sendo, terá vida longa.
  5. Pergunte para os amigos de seus filhos que produtos e serviços fornecidos hoje por sua empresa eles comprariam. A resposta deles talvez não lhe agrade totalmente. É possivelmente eles citem poucos dos seus atuais produtos, mas, se isso ocorrer, tenha certeza de que sua empresa, continuando com o portfólio de produtos atuais, não sobreviverá por muito tempo.
  6. Feitas todas essas questões, prepare uma relaç±ao de mudanças para introduzir em sua organização. Faça um planejamento criterioso, cuidadoso sobre O QUE fazer, QUANDO fazer, QUEM ficará responsável por cada ação.
  7. Coloque tudo isso para funcionar. Acompanhe a execução dos planos de ação, de tempos em tempos (não mais que 12 meses), revise tudo novamente.

Independente de sua empresa ser jovem ou de ter um bom tempo de existência, a renovação de práticas gerenciais, e a inovação de produtos e serviços sempre será um fator importante para sua competitividade e sustentabilidade.

Boa parte das reflexões que fizemos neste artigo pode ser adotada também em nível individual. Ou seja, se você, em termos pessoais ou profissionais, apresenta algum das características da empresa antiquada, e quer mudar um pouco isto, pode trilhar o caminho aqui sugerido, entornar-se alguém menos antiquado.

Gostou do artigo? Então clique aqui para acessar outros materiais

Convite

Convido você a assistir o vídeo “Os dez negócios mais antigos do mundo