Sua organização ou empresa FAZ as coisas simples e que dão resultado? Ou é aquele tipo de organização que vive buscando novos conhecimentos e metodologias de trabalho e de gestão, mas que não conseguem implantar o “feijão-com-arroz”?
Algo que aprendi com estudos, missões empresariais e eventos para troca de experiências com japoneses, ao longo de minha vida, foram princípios e ferramentas da qualidade total.
Por isso, sempre fui muito simpático à adoção de práticas gerenciais daquele país, até mesmo por que, reconhecidamente por especialistas japoneses, eles não criaram nada – apenas tiveram o mérito de colocar em prática o que aprenderam com europeus e norte americanos no pós guerra.
Sem deixar de reconhecer as diferenças culturais, o modelo japonês foi adotado por uma série de empresas e organizações brasileiras, e as que o adotaram, obtiveram muitos ganhos de qualidade, produtividade e competitividade.
Mas, o que reside na essência do modelo de gestão “importado”?
A simplicidade de fazer as coisas simples, mas, efetivamente, FAZER.
Tive oportunidade de participar em diversos encontros com especialistas japoneses, e, depois de certo tempo, notei que os consultores internacionais japoneses vinham, a cada ano, com o mesmo discurso de oportunidades anteriores. O que significava isto? O que havia de novo?
NADA.
E aí estava a chave para obter melhores resultados: em vez de se preocupar com o novo, cada vez mais novo, a mensagem passada pelos experientes consultores internacionais era simples, mas objetiva: FAÇA o que tem que ser feito, mas faça mesmo!
Não estou defendendo a permanência de métodos ultrapassados, de forma alguma. Assim chamo atenção para não nos desviarmos e ficarmos buscando coisas novas, sem termos aplicado coisas simples, que funcionam de fato.
Faça as coisas simples funcionarem. Garanta que estão acontecendo. Somente após este estágio, busque coisas novas para melhorar seus métodos de trabalho ou gestão.